Mais cedo ou mais tarde, as crianças fazem-nos uma pergunta a que não sabemos responder. Para muitos adultos, admitir que não sabem parece não ser opção, como se tivessem a obrigação de saber tudo e reconhecer uma dúvida pudesse pôr em causa a sua autoridade.
Hoje, com quase todas as respostas à distância de uma pesquisa na Internet ou de uma pergunta à inteligência artificial, a tentação de responder de imediato é ainda maior…
Mas será que educar significa ter sempre uma resposta pronta? Como professor, aprendi que algumas das melhores aulas começaram com uma pergunta a que eu não sabia responder.
Lembro-me de uma aula sobre números complexos em que um aluno, apaixonado por aviação, me perguntou se aqueles números tinham alguma utilidade nos aviões. Sabia que tinham aplicações na engenharia, mas não conseguia dar-lhe um exemplo concreto ligado à aviação. Prometi investigar e voltar ao assunto. Na aula seguinte, explorámos uma das suas aplicações no estudo da estabilidade das aeronaves. Não sei se o aluno se recorda dessa conversa, mas eu nunca a esqueci. Naquele dia, não foi só ele que aprendeu.
Não quero com isto desvalorizar o conhecimento. Um professor tem a responsabilidade de dominar aquilo que ensina, tal como os pais têm a responsabilidade de orientar os filhos. Mas saber muito não é saber tudo, e reconhecer os limites do que sabemos é uma forma de rigor e de honestidade intelectual. O que conta é o que fazemos a seguir. «Não sei» só educa quando é seguido de uma procura. Sem isso, é apenas uma maneira de fugir à pergunta.
Esta atitude ganhou nova importância. Uma criança pode hoje fazer uma pergunta a um assistente de inteligência artificial e receber, em segundos, uma resposta aparentemente completa e convincente. Mas estes assistentes raramente dizem «não sei». Respondem quase sempre, e com o mesmo tom seguro, quer acertem quer não. Uma criança que ouviu os pais e os professores dizer «não sei, vamos procurar» aprendeu algo que nenhuma dessas ferramentas lhe ensina: que a segurança com que alguém fala não garante que tenha razão.
Cabe-nos, por isso, ensinar as crianças a questionar, a comparar informações, a procurar evidências e a perceber que nem todas as respostas merecem a mesma confiança. E também que compreender uma explicação exige mais do que lê-la.
Em casa, isto pode começar de forma simples. Quando um filho faz uma pergunta difícil, não precisamos de responder de imediato. Podemos devolver-lhe outra pergunta, procurar uma explicação em conjunto ou admitir que também temos de aprender mais sobre o assunto. São momentos pequenos, mas mostram-lhe que aprender não é uma atividade reservada às crianças.
Há perguntas que exigem tempo e dúvidas que merecem ficar em aberto até termos condições para as esclarecer. A pergunta daquele aluno merecia mais do que uma resposta improvisada. Merecia ser levada a sério.
Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Nacional
«Fui eu que fiz tudo.» Quem tem filhos em idade escolar já ouviu esta frase depois de um trabalho de grupo. Às vezes é verdade. Muitas vezes, não é bem assim. Mas a frase diz-nos uma coisa importante: trabalhar com os outros não é fácil, e não nasce connosco.
A colaboração aprende-se como uma modalidade. Treina-se. Nos mais pequenos, começa por partilhar os materiais e esperar pela vez. Mais tarde, é preciso dividir tarefas, cumprir a parte que nos cabe e aceitar que a ideia do colega pode ser melhor do que a nossa. No secundário, espera-se mais: liderar sem mandar e seguir sem deixar de pensar.
No futebol, o golo fica com o nome de quem marca. Mas houve quem recuperasse a bola, quem fizesse o passe, quem abrisse espaço. Na escola é igual. Um bom trabalho de grupo não é aquele em que um faz tudo e os outros assinam. É aquele em que cada um sabe o que lhe cabe e responde por isso. Isto é rigor. E é também respeito.
Sou mãe de dois rapazes e sei que, em casa, a colaboração também se negoceia. Pôr a mesa, arrumar o quarto, decidir o que se vê na televisão. Parecem pequenas coisas. São treino. Quando um filho se queixar de um colega de grupo, vale a pena ouvir e depois perguntar: «E tu, o que podes fazer para que corra melhor?»
Todos queremos o mesmo: o bem-estar e o sucesso dos nossos alunos. Trabalhemos juntos.
Cheios de vida!
Rosária Brito · Diretora Pedagógica do Colégio João Paulo II Dume
Fomos saber mais sobre…
O outono guardado no geloExploração sensorial com gelo e elementos naturais, na educação pré-escolar · Saber mais →

Há uma imagem de que gosto muito quando falo de estudo com os meus alunos: a memória é como um carreiro no meio do campo. Da primeira vez que o atravessamos, a erva quase não se dobra e, passados uns dias, já ninguém diria que alguém ali passou. Mas se voltarmos a fazer o mesmo caminho, uma e outra vez, o trilho começa a desenhar-se e, a certa altura, percorremo-lo sem pensar. Aprender é um pouco isto: abrir caminhos e voltar a eles.
Nesta altura do ano, com os primeiros testes à porta, muitos alunos fazem aquilo que quase todos fizemos um dia: sentam-se na véspera, releem o caderno de uma ponta à outra, sublinham com três cores diferentes e deitam-se com a sensação tranquila de que sabem a matéria. No dia seguinte, diante da folha, descobrem que reconhecer não é o mesmo que lembrar. Reler dá-nos uma ilusão de domínio, porque tudo nos parece familiar; mas a familiaridade não é conhecimento, tal como olhar para um mapa não é o mesmo que saber o caminho.
O que a investigação sobre a aprendizagem nos diz, e a experiência de sala de aula confirma, é que a memória se fortalece quando é obrigada a trabalhar. Fechar o caderno e tentar escrever o que se lembra, responder a perguntas sem espreitar a resposta, desenhar um esquema de cabeça e só depois o confirmar: tudo isto custa mais do que reler, e é precisamente por custar que funciona. Do mesmo modo, estudar um pouco todos os dias rende mais do que estudar muito numa só noite. Os nossos avós já o sabiam, sem precisarem de estudos: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Há ainda uma estratégia que vejo resultar vezes sem conta: explicar a matéria a outra pessoa. Quando um aluno tenta explicar a um colega, a um irmão mais novo ou aos pais as causas de uma revolução ou o funcionamento de uma célula, percebe de imediato onde estão as falhas daquilo que julgava saber. Diz-se que quem ensina aprende duas vezes, e, como professora, confirmo-o todos os dias.
Em casa, o papel das famílias não é substituir o professor nem transformar a mesa da cozinha numa sala de exames. É mais simples e, talvez por isso, mais precioso: perguntar «O que aprendeste hoje que me consigas explicar?», ajudar a distribuir o estudo pelos dias da semana em vez de o concentrar na véspera e garantir as horas de sono antes de um teste, porque é também a dormir que a memória arruma o que aprendeu. E, sobretudo, valorizar o esforço de voltar ao caminho, mesmo quando ainda custa a encontrá-lo.
Na Escola do Saber, é este o trabalho que fazemos com cada aluno: não lhe damos respostas prontas, ajudamo-lo a construir o seu próprio método, com rigor, paciência e a certeza de que ninguém nasce a saber estudar. Aprende-se, como quase tudo o que vale a pena.
Sempre juntos, para que eles aprendam bem e cresçam felizes.
VoleibolSáb. 7 e dom. 8 nov.
FutebolSáb. 7 e dom. 8 nov.
Domingo, 8 de novembro
19h00
Igreja de Dume
Realizada na Missa da Família.
Os alunos devem vestir o uniforme.
Segunda-feira, 9 de novembro
Colégio João Paulo II, Polo de Dume
Alunos dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário
9h30 · Juvenis (nascidos de 2009 a 2011; 10.º, 11.º e 12.º anos)
9h30 · Juniores (nascidos de 2005 a 2008; 12.º ano)
10h30 · Iniciados (nascidos em 2012 e 2013; 8.º e 9.º anos)
11h00 · Infantis B (nascidos em 2014 e 2015; 6.º e 7.º anos)
12h00 · Infantis A (nascidos em 2016; 5.º ano)
O estacionamento e a circulação estarão condicionados no parque junto ao pomar durante toda a prova. O portão de acesso ao parque estará encerrado a partir das 9h15 e reabre pelas 13h00.
Para esta semana | Colaborar em casa e no colégio
Trabalhar com os outros não nasce connosco: aprende-se, como quase tudo, com tempo e com treino. O Gabinete Psicopedagógico deixa algumas ideias simples para ajudar os seus filhos a colaborar, em casa e no colégio.
Quando um filho trabalha com outros, a tentação é intervir logo que surge uma dificuldade. Dar-lhe tempo para encontrar uma solução com os colegas ou com os irmãos ensina-o a negociar, a esperar e a ceder. O adulto acompanha, mas não resolve tudo.
Perguntar «O que fizeste tu no trabalho de grupo?» e «O que aprendeste com os teus colegas?» ajuda a criança a reconhecer o seu papel e o dos outros. Valorizar a forma como colaborou é tão importante como o resultado final.
Tarefas partilhadas, como pôr a mesa, arrumar os brinquedos ou preparar uma refeição em família, são oportunidades para treinar a colaboração no dia a dia. Distribuir papéis e agradecer a ajuda de cada um reforça o sentimento de pertença.
Nesta fase, a criança brinca sobretudo ao lado das outras e só aos poucos começa a brincar com elas. É natural. Partilhar não é fácil e aprende-se devagar: dar nome ao que sente («Querias muito aquele carro, eu sei») e propor alternativas ajuda mais do que obrigar a dar.
Os jogos com regras simples, as construções em conjunto e as brincadeiras de faz de conta são ótimos treinos de cooperação. Esperar pela vez, propor uma ideia e aceitar a do amigo começam aqui. Quando há um conflito, ajudar a criança a pôr em palavras o que aconteceu é mais útil do que procurar culpados.
Os primeiros trabalhos de grupo trazem queixas como «ninguém me ouve» ou «fui eu que fiz tudo». Escutar sem dramatizar e perguntar «O que podes fazer para que corra melhor da próxima vez?» ajuda a criança a passar da queixa à solução.
O grupo de amigos ganha muita importância. Nos trabalhos escolares, ajudar a organizar tarefas e prazos, sem fazer pelo filho, desenvolve a responsabilidade perante os outros. Conversar sobre como lidar com um colega que não cumpre a sua parte também prepara para a vida.
Os jovens já são capazes de liderar e de gerir conflitos com alguma autonomia. Interessar-se pelos projetos em que participam, perguntar que papel assumem e valorizar a capacidade de ouvir opiniões diferentes reforça competências essenciais para o ensino superior e para a vida profissional.
Quando uma criança evita sistematicamente as atividades em grupo, se queixa com frequência de ficar de fora ou mostra ansiedade antes dos trabalhos em equipa, vale a pena conversar com calma e perceber o que se passa. Se a preocupação persistir, fale com a educadora, o professor titular ou o diretor de turma, ou o Gabinete Psicopedagógico do colégio.
Desejamos a todas as famílias uma semana de pequenas conquistas partilhadas, em casa e no colégio.
Semana de 9 a 13 de novembro de 2026
| Dia | Sopa | Prato | Dieta | Sobremesa |
|---|---|---|---|---|
| Segunda | Sopa de couve lombarda (couve lombarda, nabo, cenoura, batata, cebola e azeite) | Rissóis de carne com arroz branco1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,14 | Bife de frango / peru | Maçã starking |
| Terça | Sopa de abóbora (abóbora, cenoura, batata, cebola e azeite) | Massa macarronete de cavala com cenoura e ervilhas1,4,6,10 | Filetes de pescada1,4,6,10 | Banana |
| Quarta | Sopa de feijão-verde (feijão-verde, cenoura, nabo, batata, cebola e azeite) | Pá de porco assada no forno com molho de castanhas e arroz branco | Bife de peru / frango | Mousse de chocolate ou fruta da época7 |
| Quinta | Sopa de feijão catarino (feijão catarino, repolho, cenoura, batata, cebola e azeite) | Filetes de pescada dourados com batata ensalsada1,3,4 | Filetes de pescada1,4,6,10 | Laranja |
| Sexta | Sopa de espinafres (espinafres, cenoura, repolho, batata, cebola e azeite) | Strogonoff de peru (peru desfiado com cogumelos) com massa espiral1,6,7,10 | Bife de frango / peru | Pera |
| Dia | Sopa | Prato | Opção | Dieta | Sobremesa |
|---|---|---|---|---|---|
| Segunda | Sopa de couve lombarda (couve lombarda, nabo, cenoura, batata, cebola e azeite) | Rissóis de carne com arroz branco1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,14 | Bacalhau fresco de tomatada com puré misto4,7,12 | Bife de frango / peru | Maçã starking |
| Terça | Sopa de abóbora (abóbora, cenoura, batata, cebola e azeite) | Massa macarronete de cavala com cenoura e ervilhas1,4,6,10 | Arroz de peru em camadas de legumes | Filetes de pescada1,4,6,10 | Banana |
| Quarta | Sopa de feijão-verde (feijão-verde, cenoura, nabo, batata, cebola e azeite) | Pá de porco assada no forno com molho de castanhas e arroz branco | Solha dourada com salada camponesa1,3,4 | Bife de peru / frango | Mousse de chocolate ou fruta da época7 |
| Quinta | Sopa de feijão catarino (feijão catarino, repolho, cenoura, batata, cebola e azeite) | Filetes de pescada dourados com batata ensalsada1,3,4 | Bifanas estufadas com macarrão1,3,12 | Filetes de pescada1,4,6,10 | Laranja |
| Sexta | Sopa de espinafres (espinafres, cenoura, repolho, batata, cebola e azeite) | Strogonoff de peru (peru desfiado com cogumelos) com massa espiral1,6,7,10 | Atum com salada de grão e batata ao cubo cozida e molho verde4,12 | Bife de frango / peru | Pera |
| Dia | Sopa | Prato | Sobremesa |
|---|---|---|---|
| Segunda | Sopa de couve lombarda (couve lombarda, nabo, cenoura, batata, cebola e azeite) | Fêvera de porco grelhada com arroz branco | Maçã starking |
| Terça | Sopa de abóbora (abóbora, cenoura, batata, cebola e azeite) | Massa macarronete sem glúten de salmão com cenoura e ervilhas2,4,6,13,14 | Banana |
| Quarta | Sopa de feijão-verde (feijão-verde, cenoura, nabo, batata, cebola e azeite) | Pá de porco assada no forno com molho de castanhas e arroz branco | Gelatina ou fruta da época |
| Quinta | Sopa de feijão catarino (feijão catarino, repolho, cenoura, batata, cebola e azeite) | Filetes de pescada assados com batata ensalsada4 | Laranja |
| Sexta | Sopa de espinafres (espinafres, cenoura, repolho, batata, cebola e azeite) | Tirinhas de peru salteadas com cogumelos e massa espiral sem glúten6,13 | Pera |
| Dia | Sopa berçário | Sopa | Prato | Sobremesa |
|---|---|---|---|---|
| Segunda | Sopa de cenoura com solha4 | Sopa de cenoura | Filetes de solha assados ao natural lascado com arroz de ervilhas4 | Maçã golden |
| Terça | Sopa de feijão vermelho com carne de vaca | Sopa de feijão vermelho | Carne de vaca picada estufada ao natural com massa fusilli e cenoura cozida1,6,10 | Pera |
| Quarta | Sopa de abóbora com pescada4 | Sopa de abóbora | Pescada cozida desfiada com arroz, cenoura e brócolos cozidos4 | Banana |
| Quinta | Sopa de penca com frango | Sopa de penca | Coxinhas de frango assadas ao natural desfiadas com batata e couve-flor cozida | Pera |
| Sexta | Sopa de curgete com tilápia4 | Sopa de curgete | Salmão desfiado estufado ao natural com arroz e couve branca cozida2,4,14 | Laranja |
| Dia | Sopa | Prato | Dieta | Sobremesa |
|---|---|---|---|---|
| Segunda | Sopa de cenoura | Barrinhas de pescada no forno com arroz de ervilhas1,2,3,4,6,7,9,10 | Filete de solha assado ao natural com arroz de ervilhas4 | Maçã golden |
| Terça | Sopa de feijão vermelho | Salmão desfiado com massa cotovelinhos1,3,4,6,10 | Filete de pescada estufado ao natural com massa cotovelinhos1,4,6,10 | Pera |
| Quarta | Sopa de abóbora | Pá de porco assada no forno com molho de castanhas e arroz branco | Bife de frango grelhado com arroz branco | Mousse de chocolate ou fruta da época7 |
| Quinta | Sopa de penca | Jardineira de frango (batata, frango desfiado, ervilhas, cenoura e feijão verde)1,6 | Coxinhas de frango assadas ao natural com batata cozida | Laranja |
| Sexta | Sopa de curgete | Filete de tilápia assado com arroz de ervilhas4 | Filete de tilápia assado ao natural com arroz de ervilhas4 | Maçã starking |
| Dia | Sopa | Prato | Sobremesa |
|---|---|---|---|
| Segunda | Sopa de cenoura | Filetes de solha assados com arroz de ervilhas4 | Maçã golden |
| Terça | Sopa de feijão vermelho | Salmão desfiado com massa sem glúten4,6 | Pera |
| Quarta | Sopa de abóbora | Pá de porco assada no forno com molho de castanhas e arroz branco | Gelatina laranja d.i ou fruta da época |
| Quinta | Sopa de penca | Jardineira de frango (batata, frango desfiado, ervilhas, cenoura e feijão verde) (s/enchidos) | Laranja |
| Sexta | Sopa de curgete | Filete de tilápia assado com arroz de ervilhas4 | Maçã starking |
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